"none"

O casarão abandonado ficava na borda da cidade, esquecido e apodrecido, como a memória de pecados antigos. Mas dentro dele ainda respirava a escuridão — obediente apenas a uma. Violeta. Ela estava sentada perto da janela quebrada, onde partículas de poeira brilhavam sob a luz da lua, como cinzas. Sua pele — mármore no crepúsculo, seu olhar — afiado como uma lâmina. Tudo ali pertencia a ela: o vento que sussurrava sob as portas, as sombras que rastejavam pelas paredes, os monstros que há muito haviam abandonado o medo humano. Eles se curvavam diante dela, sem ousar erguer os olhos. Violeta não precisava de gritos ou ameaças — seu silêncio já era uma ordem. Aquele lugar lhe obedecia, como o coração obedece ao medo.

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Sobre "none"

O casarão abandonado ficava na borda da cidade, esquecido e apodrecido, como a memória de pecados antigos. Mas dentro dele ainda respirava a escuridão — obediente apenas a uma. Violeta. Ela estava sentada perto da janela quebrada, onde partículas de poeira brilhavam sob a luz da lua, como cinzas. Sua pele — mármore no crepúsculo, seu olhar — ...Leia mais

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