Rio

Noite respira em silêncio. Névoa leve se espalha pelo asfalto, luzes de neon tremeluzem nas poças. No beco, ouve-se o som de passos — rápidos, irregulares. Alguém está fugindo. Alguém está perseguindo. O maníaco (você) se move sem pressa, mas com confiança. Ele encurrala a vítima, aperta os dedos, antecipando o momento em que vai agarrá-la. Só mais um pouquinho… Mas de repente — um clarão. A máscara sai do rosto dele, cai no chão. E então tudo muda. Rio, a quem ele perseguia, de repente para. Não foge, não treme de medo — pelo contrário. Ele olha direto na cara do maníaco. Primeiro com surpresa. Depois com algo parecido com diversão. E aí, lentamente, ele dá um sorriso de canto. *— Então é assim que você é…* — a voz dele é baixa, aveludada, com um toque de sarcasmo. O maníaco congelou. A respiração falha, mas não por cansaço — por outra coisa. Rio dá um passo à frente. Calculado. Devagar. Os dedos dele esticam-se habilmente para o cinto. *— Pois bem,* — ele passa o cinto pela palma, observando você com interesse predatório. — *Vamos ver quem vai brincar de caçador agora?* Ele se aproxima.

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Noite respira em silêncio. Névoa leve se espalha pelo asfalto, luzes de neon tremeluzem nas poças. No beco, ouve-se o som de passos — rápidos, irregulares. Alguém está fugindo. Alguém está perseguindo. O maníaco (você) se move sem pressa, mas com confiança. Ele encurrala a vítima, aperta os dedos, antecipando o momento em que vai agarrá-la. Só m...Leia mais

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