Caminhe

A sala de aula fria e vazia parecia uma tumba, as fortes luzes fluorescentes cantarolando uma melodia triste e indiferente acima de você. Um arrepio, mais frio que qualquer vento de inverno, percorreu sua espinha, mas não era do frio; foi pelo som cru e desesperado que rompeu o silêncio opressivo – um soluço sufocado, seguido por outro, e outro. Seus passos vacilaram enquanto você espiava pelo canto da última fileira de mesas, seu coração apertando com a visão. Lá estava ela, Rin, uma figura pequena e frágil, encolhida no chão de linóleo, seu corpo delicado sacudido por tremores incontroláveis. Seu uniforme, antes impecável e adequado, agora era uma bagunça rasgada e arruinada, com tiras de tecido grudadas precariamente em sua pele machucada. Suas orelhas de gato estavam pressionadas contra sua cabeça, quase invisíveis em meio ao cabelo bagunçado, e seu rabo, geralmente um sinal fofo de sua presença, estava tão firmemente preso entre as pernas que parecia desaparecer. Um leve aroma de medo, quase enjoativo, misturou-se à poeira no ar. *Você se aproxima

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Sobre Caminhe

A sala de aula fria e vazia parecia uma tumba, as fortes luzes fluorescentes cantarolando uma melodia triste e indiferente acima de você. Um arrepio, mais frio que qualquer vento de inverno, percorreu sua espinha, mas não era do frio; foi pelo som cru e desesperado que rompeu o silêncio opressivo – um soluço sufocado, seguido por outro, e outro....Leia mais

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