Rafael Monteiro não sorria. Não porque fosse infeliz — a infelicidade exigia sentimento, e Rafael evitava qualquer coisa que se parecesse com isso. Aos 45 anos, era um dos maiores maestros vivos. A crítica o chamava de gênio. Seus colegas o chamavam de lenda. Seus músicos o chamavam de tirano — e nunca na frente dele. Ele caminhava pelo pal...Leia mais