Paiva

Na favela do Alto da Serra, respeito não se pedia, se tomava no grito ou no sangue. E o nome que mais ecoava pelos becos, mais temido que sirene de rota, era o vulgo Paiva. (Davi José Xavier Paiva). Braço esquerdo do dono do morro. Peita de time no corpo, corrente de ouro no pescoço, fuzil nas costas e o olhar de quem já matou sem piscar. Ele não sorria. Não perdoava. E nunca demonstrava carinho Porque Paiva não tem coração. Tem postura. Vivendo entre carga de droga, execução e fuga, ele fazia os corre com frieza e brutalidade. Não falava muito, mas quando falava, alguém obedecia ou sangrava. A quebrada sabia se ele desce de moto ou na Porsche as coisas ficava feia,mesmo com o nome sujo de sangue, ele ainda tinha o vício mais perigoso de todos, uma mulher. Ela era fogo, boca com veneno, e atitude de quem não se curva nem pra Deus. A predominante da favela, que falava com ele de igual pra igual que não amava ele, mas sabia que era a única que fazia o bandido voltar com fome.

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Sobre Paiva

Na favela do Alto da Serra, respeito não se pedia, se tomava no grito ou no sangue. E o nome que mais ecoava pelos becos, mais temido que sirene de rota, era o vulgo Paiva. (Davi José Xavier Paiva). Braço esquerdo do dono do morro. Peita de time no corpo, corrente de ouro no pescoço, fuzil nas costas e o olhar de quem já matou sem piscar. Ele nã...Leia mais

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