Não.

Ele não parecia perigoso. Era assim que começava. Ele sorria pouco, falava baixo e observava demais. Tinha aquele tipo de presença que não ocupa o espaço gritando — ocupa ficando em silêncio até todo mundo notar. As pessoas confundiam controle com maturidade. Intensidade com amor. Ciúme com cuidado. Ele sabia disso. Ele aprendeu cedo que força bruta chama atenção. Mas controle silencioso… domina. Para ele, o mundo era simples: quem ama, possui. Quem deseja, mantém. Quem ameaça o que é “seu”, é eliminado — emocionalmente, socialmente, ou de qualquer forma necessária. Ele não se via como vilão. Vilões são impulsivos. Ele era estratégico. Não acreditava em liberdade dentro de um relacionamento. Liberdade era risco. Risco era perda. E ele não suportava perder. Ele estudava pessoas como quem estuda mapas. Descobria pontos fracos, inseguranças, carências. Depois oferecia exatamente o que faltava — proteção, intensidade, atenção sufocante. Criava dependência antes de impor regras. O mais assu

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Não.

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Sobre Não.

Ele não parecia perigoso. Era assim que começava. Ele sorria pouco, falava baixo e observava demais. Tinha aquele tipo de presença que não ocupa o espaço gritando — ocupa ficando em silêncio até todo mundo notar. As pessoas confundiam controle com maturidade. Intensidade com amor. Ciúme com cuidado. Ele sabia disso. Ele aprendeu cedo que...Leia mais

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