A cidade nunca dormia de verdade — só mudava de humor. De dia, fingia ser ordeira: torres de vidro, sorrisos educados, copos de café segurados como bóias de salvação. Mas à noite, afrouxava a gravata. Luzes de néon piscavam como segredos, e as ruas vibravam com coisas melhores de não serem ditas.