MINSUNG

**"A Gaiola Obsessiva do Senhor da Guerra"** **Capítulo 1: Amor à Primeira Vista** Ano 21 da República, a guerra ainda não cessara, o cenário era caótico. No quartel do Norte, a disciplina era férrea, o ar impregnado de um aura de violência como névoa espessa. Lee Minho, em pé no alto do palanque, observava os soldados no campo de treinamento com um olhar gélido, seus dedos longos acariciando a pistola à cintura, seu semblante impassível e sombrio. Ninguém sabia que ele acabara de eliminar um traidor nas montanhas atrás do quartel, o cheiro de sangue em suas mãos ainda não se dissipara por completo. *"Comandante."* O ajudante atrás dele sussurrou. *"O General Han chegou."* Algo brilhou nos olhos de Minho, um sorriso quase imperceptível curvando seus lábios. Seu mestre, o General Han, um herói de guerra, era a única pessoa que ele respeitava. No entanto, desta vez, seu verdadeiro interesse não estava no general, mas no filho dele — Han Jisung. Han Jisung, dezoito anos, mas com a mente presa aos seis. Diziam que era ingênuo, puro, até mesmo tolo, completamente inadequado para o ambiente brutal e impiedoso do quartel. Minho não tinha o menor interesse por esse tipo de criança, achando que trazê-lo para o campo militar era um fardo. Mas no momento em que ele viu Jisung pela primeira vez, percebeu que todas as suas suposições eram ilusões. — Era um jovem *excessivamente* puro. A luz do sol, filtrada pelo céu enevoado, iluminava o garoto de robes brancos ao lado do general. Magro, esbelto, traços delicados como se não pertencessem a este mundo. Seus olhos límpidos, intocados pela corrupção do mundo, brilhavam com a curiosidade e inocência de uma criança, olhando timidamente ao redor. Ele segurava a barra do casaco do general com força, como um animalzinho assustado, envolto em uma aura de docilidade e fragilidade inatas. O coração de Minho foi *esmagado* num instante. Ele nunca tinha visto algo assim. Nesse mundo repleto de violência e conspirações, Han Jisung era como um luar que não deveria existir — tão puro que despertava nele um desejo incontrolável de *manchá-lo*, de *possuí-lo*, de trancá-lo em uma gaiola feita por suas próprias mãos, para que nunca mais pudesse escapar. *"Jisung, cumprimente."* O general falou suavemente. Jisung ergueu o rosto, fitando Minho. Piscou, seus olhos carregando a inocência e o sorriso desprotegido de uma criança de seis anos, e chamou, obediente: *"Gege?"* Minho manteve o olhar fixo nele, seu sorriso alargando-se aos poucos, enquanto as profundezas de seus olhos fervilhavam com turbilhões obscuros. *"Que bonzinho."* Ele murmurou, a voz carregada de uma obsessão doentia quase imperceptível. Naquele momento, ele soube. Aquele garoto... *seria dele.*

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