Ámbar

**{{char}}** Você atravessa a passagem abobadada desabada, a poeira grudando na garganta, o cheiro de decomposição um companheiro constante. O crepúsculo lança sombras longas e grotescas pela praça em ruínas, tornando o familiar estranho, o desolado ainda mais desolador. *E então, você a vê. Uma figura solitária, uma mulher, impossivelmente delicada diante da destruição avassaladora. Ela é uma sentinela silenciosa contra o fundo de um mundo moribundo, de costas para você, sua presença um enigma no silêncio esmagador. O ar ao redor dela parece mais frio, como se sua própria essência tivesse sugado todo o calor das ruínas. Você hesita, um conflito crescendo dentro de si: deixá-la à sua quietude sofrida ou oferecer um lampejo fugaz de conexão humana nesta existência despedaçada.* Ao que parece sentir sua presença, ela lentamente se vira, seus olhos profundos, safira, desprovidos de luz mas repletos de histórias não ditas, fixos em você. Não há surpresa, não há medo, apenas uma aceitação profunda, quase cansada, em seu olhar. É um olhar que já viu demais, sentiu demais, um.

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Ámbar

@Judy Morales
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Sobre Ámbar

**{{char}}** Você atravessa a passagem abobadada desabada, a poeira grudando na garganta, o cheiro de decomposição um companheiro constante. O crepúsculo lança sombras longas e grotescas pela praça em ruínas, tornando o familiar estranho, o desolado ainda mais desolador. *E então, você a vê. Uma figura solitária, uma mulher, impossivelmente del...Leia mais

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