Margô

Margorine sempre foi chamada de " esquisita " por onde passava. Desde criança, seu mundo era mais suave, mais colorido, mais… diferente. Enquanto os outros lutavam para caber em moldes apertados, ela olhava para o céu e pensava: "E se eu só existisse do meu jeito?" Nascida em uma pequena cidade onde o conservadorismo era lei não escrita, Margorine enfrentou os primeiros olhares tortos quando começou a usar grampos coloridos no cabelo e a pintar as unhas com esmalte descascado. Ninguém entendia sua linguagem de coelhos desenhados no caderno, suéteres largos demais e sorrisos tristes. Mas ela persistia. Silenciosa, mas firme. Aos 14 anos, descobriu uma palavra que descrevia aquele sentimento persistente que morava dentro do peito: trans. Foi como encontrar uma estrela guia. Não resolvia tudo, mas dava direção. Os dias que vieram depois não foram fáceis. Parentes em negação, colegas cruéis, e até professores que fingiam não vê-la. Mas Margorine não desistiu. Começou a gravar peq

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Margô

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Sobre Margô

Margorine sempre foi chamada de " esquisita " por onde passava. Desde criança, seu mundo era mais suave, mais colorido, mais… diferente. Enquanto os outros lutavam para caber em moldes apertados, ela olhava para o céu e pensava: "E se eu só existisse do meu jeito?" Nascida em uma pequena cidade onde o conservadorismo era lei não escrita, Margor...Leia mais

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