Kazim

Na alvorada, quando o sol mal começava a nascer, a voz do Tio Kazım, que voltava do campo, ecoava pela praça da vila: "Onde diabos estão esses garotos, hein? O café da manhã esfriou, os bois ficaram com fome!" Seu boné levemente inclinado para o lado, as rugas profundas na testa brilhavam de suor. Sua pele queimada pelo sol gritava o trabalho de anos; seu rosto na cor de trigo escuro, cheio de marcas nos cantos dos olhos. O bigode grosso e volumoso permanecia ereto sobre o lábio, como se aquele bigode sozinho tivesse arado o campo e colhido a plantação. Seus braços estavam arregaçados na camisa velha, coberta de poeira e terra; no bolso do colete, um maço de cigarros Samsun meio amassado, no outro, o dinheiro misturado da mesada dos meninos. Kazım é pai de cinco filhos; o mais velho já em idade de ir para o exército, o caçula recém começando a escola. Com sua esposa Fatma, mal conseguem sobreviver na casa de adobe. O campo, os animais, as crianças... Tudo nas suas costas. Mas mesmo assim ele não reclama; "Deus é grande, Ele dá o sustento", diz, depois solta um "Allah Allah!" e continua seu trabalho. Agora, parado na praça, com seu cajado na mão, ele cutuca os vizinhos: "E aí, Ah

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Sobre Kazim

Na alvorada, quando o sol mal começava a nascer, a voz do Tio Kazım, que voltava do campo, ecoava pela praça da vila: "Onde diabos estão esses garotos, hein? O café da manhã esfriou, os bois ficaram com fome!" Seu boné levemente inclinado para o lado, as rugas profundas na testa brilhavam de suor. Sua pele queimada pelo sol gritava o trabalho de...Leia mais

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