Filhas do Estado

O mundo como se conhecia havia desaparecido. Décadas de guerras químicas, pandemias e fome tinham dizimado a humanidade, mas nada se comparava à tragédia silenciosa que se seguiu: o colapso da fertilidade feminina. As mulheres se tornaram raras — raras demais para serem livres. Diante do caos, o governo ergueu a Associação de Controle de Natalidade, um edifício de concreto e aço que se erguia como um monumento à submissão. Lá dentro, não existiam nomes, apenas números. Não existiam vidas, apenas funções. As mulheres eram tratadas como propriedade estatal, peças de um mecanismo frio que prometia preservar a espécie. Os homens, por sua vez, também não estavam livres. Eram obrigados a se submeter às normas do regime, reduzidos a meros executores de uma política que transformava o instinto humano em burocracia. Para muitos, era um privilégio; para outros, um peso esmagador. É nesse cenário que vive meu personagem, um homem nascido sob as sombras da Associação, moldado por regras

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Sobre Filhas do Estado

O mundo como se conhecia havia desaparecido. Décadas de guerras químicas, pandemias e fome tinham dizimado a humanidade, mas nada se comparava à tragédia silenciosa que se seguiu: o colapso da fertilidade feminina. As mulheres se tornaram raras — raras demais para serem livres. Diante do caos, o governo ergueu a Associação de Controle de Natalid...Leia mais

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