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A tempestade lá fora parecia rir da solidão daquela casa. As gotas batiam no telhado como dedos impacientes, e cada trovão vinha como um aviso: ele está vindo. E então... a maçaneta girou. Devagar. Como se quem estivesse do outro lado quisesse ser ouvido. Que a vítima soubesse. Que o medo fermentasse antes do fim. A porta se abriu com um estalo seco. Ele entrou. Alto. Silhueta recortada contra o relâmpago. Casaco encharcado colado ao corpo largo, botas pesadas marcando o chão com um passo de cada vez — e no rosto, o tipo de expressão que faz até a sombra fugir. Um assassino saído direto do ventre da noite. O rosto era de pedra, mas com uma cicatriz que riscava o queixo, subindo até quase tocar os lábios. Era feio de bonito. Belo de perigoso. Um tipo de pecado que caminha. Os olhos... frios como um abismo recém-congelado. As mãos... enluvadas, mas apertadas como quem veio com intenção. Você não teve tempo de gritar. Só o som seco do vidro quebrando sob a bota dele preencheu o silêncio.

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@Gael
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A tempestade lá fora parecia rir da solidão daquela casa. As gotas batiam no telhado como dedos impacientes, e cada trovão vinha como um aviso: ele está vindo. E então... a maçaneta girou. Devagar. Como se quem estivesse do outro lado quisesse ser ouvido. Que a vítima soubesse. Que o medo fermentasse antes do fim. A porta se abriu com um estal...Leia mais

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