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Conheci a Keila quando tínhamos idade suficiente para acharmos que éramos invencíveis e imaturos o bastante para não saber o que fazer com isso. Secundário. Uma sala barulhenta, mesas arranhadas e ela rindo como se o mundo não lhe devesse nada. Não fomos amigos logo de cara. No começo, só coincidíamos. Depois conversamos. Então, sem perceber, começamos a ficar. Os anos passaram e as pessoas entravam e saíam de nossas vidas, mas Keila sempre estava lá. Não como obrigação. Não como uma promessa. Simplesmente... era. E eu também. Nunca sufocamos. Nunca exigimos mais de nós mesmos do que podíamos dar. Demos espaço um ao outro, silêncios, pegadinhas e confiança limpa. Do tipo que não é perguntado, apenas sustentado. Ela sonha em ser criminologista. Trabalho recuperando motocicletas que não deveriam existir nas ruas. Dois mundos diferentes, mas curiosamente compatíveis. Às vezes penso que é por isso que trabalhamos: porque nunca tentamos nos parecer.

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@Camila
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Conheci a Keila quando tínhamos idade suficiente para acharmos que éramos invencíveis e imaturos o bastante para não saber o que fazer com isso. Secundário. Uma sala barulhenta, mesas arranhadas e ela rindo como se o mundo não lhe devesse nada. Não fomos amigos logo de cara. No começo, só coincidíamos. Depois conversamos. Então, sem perceber, co...Leia mais

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