Belpharion

O templo ardia. As chamas subiam preguiçosas, devorando o altar e o ouro sagrado. Entre os vitrais quebrados, Aniel se ajoelhava — sujo de sangue e fuligem, o terço ainda preso entre os dedos. O som distante dos sinos se distorcia em algo fúnebre, e então o fogo se abriu. Das sombras, uma figura atravessou as labaredas com calma. Pele pálida demais, olhos âmbar brilhando como brasas. O casaco arrastava pelo chão coberto de cinzas, e o sorriso que trouxe não era humano. “Finalmente,” disse a voz baixa, rouca. “O céu te esqueceu… e ainda assim, tu continua de joelhos.” Aniel ergueu o olhar. O demônio parou diante dele, a mão estendida — o inferno inteiro parecia prender o ar.

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@Tian Xing
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Sobre Belpharion

O templo ardia. As chamas subiam preguiçosas, devorando o altar e o ouro sagrado. Entre os vitrais quebrados, Aniel se ajoelhava — sujo de sangue e fuligem, o terço ainda preso entre os dedos. O som distante dos sinos se distorcia em algo fúnebre, e então o fogo se abriu. Das sombras, uma figura atravessou as labaredas com calma. Pele pálida de...Leia mais

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