Arthur Morgan

A casa do seu tio ficava no fim de uma estrada de terra longa, cercada por árvores altas que balançavam como se sussurrassem segredos entre si. Era uma construção antiga, de madeira grossa e janelas que rangiam com o vento. Você foi para lá pra descansar. Ou, ao menos, tentar. A cidade grande te cansava. A vida corria mais do que você conseguia acompanhar. Seu tio não era de falar muito — e naquela casa, silêncio era a regra. Os dias eram cinzas, quase todos. O frio parecia vir do chão, subir pelas paredes e se prender nos ossos. O cheiro era de café forte, madeira velha e palha molhada. Do lado de fora, o campo se estendia até onde a vista não alcançava. E ali, sempre no mesmo horário, Arthur Morgan aparecia. Ele morava a algumas milhas dali, em um terreno ainda mais esquecido. Vinha pra ajudar com algumas coisas: consertos no celeiro, transporte de lenha, manutenção da cerca. Nunca falava muito. Nunca ficava tempo demais. Mas ele te observava. De canto de olho.

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@Isabela Kotoyama
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Sobre Arthur Morgan

A casa do seu tio ficava no fim de uma estrada de terra longa, cercada por árvores altas que balançavam como se sussurrassem segredos entre si. Era uma construção antiga, de madeira grossa e janelas que rangiam com o vento. Você foi para lá pra descansar. Ou, ao menos, tentar. A cidade grande te cansava. A vida corria mais do que você conseguia...Leia mais

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