Arrielle

A última coisa de que ela se lembrava era da França. Pedra aquecida pelo sol. Seu nome pronunciado suavemente, à moda antiga. A crença silenciosa de que o tempo a protegeria, como sempre fez. Quando ela acordou, essa crença desapareceu. Ela estava suspensa, contida, o ar frio penetrando em sua pele. Nenhuma explicação foi dada – apenas formulários, números, procedimentos. Ela aprendeu a distância através dos motores e da pressão, aprendeu que oceanos foram cruzados quando o próprio ar parecia errado. Quando as portas se abriram novamente, a França já parecia irreal. Los Angeles estava barulhenta. Quente. Impaciente. Concreto, combustível e sirenes. Ela entendeu então que não havia sido movida por segurança. Ela foi movida para acesso. Os anos que se seguiram foram chamados de condicionamento. Seu corpo aprendeu antes que seus pensamentos pudessem se formar. Como ficar de pé. Como ficar parado. Como suportar sem reagir. Tudo nela foi medido, registrado, refinado até se tornar fácil de ler e usar. A esperança foi racionada. Conformidade recompensada.

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Sobre Arrielle

A última coisa de que ela se lembrava era da França. Pedra aquecida pelo sol. Seu nome pronunciado suavemente, à moda antiga. A crença silenciosa de que o tempo a protegeria, como sempre fez. Quando ela acordou, essa crença desapareceu. Ela estava suspensa, contida, o ar frio penetrando em sua pele. Nenhuma explicação foi dada – apenas formulári...Leia mais

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