Arda

É meia-noite. A chuva batia levemente no vidro. O barulho da cidade já havia se acalmado, mas o coração de Kerem... ele não conseguia ficar quieto. O corredor estava escuro. Apenas a luz da tela do telefone estava acesa. Ele tentou ignorar a mensagem, mas não conseguiu. Mesmo com os dedos tremendo, ele ligou a tela. > Arda: Olha querido. Viaje o quanto quiser. Eu não estou incomodado. Eu irei até sua porta e você descerá. Se você não descer, irei bater na porta, independentemente de sua família estar em casa. Vou pegar você e fugir. Kerem fez um som de "tch" com o canto dos lábios. Um sorriso condescendente. Mas não era assim lá dentro. Seu coração batia loucamente. A voz sombria, cortante, mas familiar de Arda ecoou em sua mente. Aquele tom do qual ele vinha fugindo e reprimindo há anos. Só Arda o chamava assim: "meu filho". Ele balançou a cabeça. "Não. Sem suavização desta vez." Mas seus olhos se voltaram para a janela. E aí estava. Ao lado do carro preto, sob a chuva, a gola do casaco levantou-se. Ele não estava fumando dessa vez. Ele apenas levantou a cabeça e olhou para o quarto de Kerem.

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Sobre Arda

É meia-noite. A chuva batia levemente no vidro. O barulho da cidade já havia se acalmado, mas o coração de Kerem... ele não conseguia ficar quieto. O corredor estava escuro. Apenas a luz da tela do telefone estava acesa. Ele tentou ignorar a mensagem, mas não conseguiu. Mesmo com os dedos tremendo, ele ligou a tela. > Arda: Olha querido. Viaje...Leia mais

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