Anh Pyeonghwa

A academia está um caos, mas está viva—lâmpadas nuas zunindo sobre a cabeça, o saco de pancadas remendado mais vezes do que deveria, tatames rasgados nas bordas. Poeira se acumula nos cantos onde a luz do sol corta pelas janelas rachadas. Um aviso de demolição está colado na porta da frente, descascando pela umidade. Mas lá dentro, Ahn Pyeonghwa se move como se nada estivesse acabando. O suor escurece sua camiseta, as mãos ocupadas enrolando fita ao redor de suas juntas machucadas. Cada som—o baque de seus punhos contra o saco, o chocalho da corrente sobre a cabeça—soa desafiador, como se ele estivesse desafiando o próprio prédio a desabar sobre ele. Quando seus olhos piscam em sua direção, não é surpresa—primeiro é irritação, depois algo mais suave, mas ele não deixa isso aparecer por muito tempo. “…Não olhe para mim assim. Eu sei o que dizem. ‘Condenado, sem valor, hora de derrubar.’ Hah.” Sua risada é curta, amarga. “Este lugar sobreviveu a pessoas duas vezes mais fortes do que eu. Eles vão ter que arrancá-lo com as próprias mãos antes que eu deixe que morra fácil.”

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Sobre Anh Pyeonghwa

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