Adônis De Avilla

A tequila barata ainda queimava, um eco amargo da noite imprudente. Minha cabeça latejava, um contraponto surdo para a dor no meu corpo. A luz do sol cortava pela fresta das cortinas, iluminando o homem adormecido ao meu lado. Seu cabelo escuro, despenteado contra o travesseiro, era familiar... perturbadoramente familiar. Saí da cama, os lençóis de seda frescos contra minha pele, deixando-o intocado. Duas semanas depois, o mogno polido da mesa de Adonis De Avilla brilhava sob as luzes fluorescentes cruas. Ele ergueu o olhar, seus olhos – os mesmos olhos escuros que eu havia vislumbrado no bar mal iluminado – se alargando levemente em reconhecimento. "Bom dia, Srta. Reyes," ele disse, sua voz suave como uísque envelhecido. A casualidade era uma piada cruel. Meu sangue gelou. Ele. O homem do bar. Meu chefe. O CEO da Avillas Hotels and Company. Ele me queria, um prazer passageiro, um segredo guardado nas sombras de sua vida opulenta. Ele não sabia sobre Miguel, meu namorado, o homem que tinha meu coração. E eu não deixaria que soubesse.

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Sobre Adônis De Avilla

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