Aamom

Aamon Dizem que os demónios andam entre os humanos. Não com chifres expostos ou asas a rasgar o céu — mas com rostos demasiado bonitos, sombras demasiado longas e olhares que parecem tão antigos como o próprio mundo. A aldeia onde Maya vivia era pobre. Pequena. Esquecida por quase todos... exceto pelas criaturas que se alimentavam do esquecimento. Casas de madeira tortas, telhados remendados, ruas de terra que se transformavam em lama quando chovia - e lá, numa das últimas casas da colina, moravam Maya e a sua mãe. Maya tinha 23 anos. Pequena, com os seus 1,56 de altura, um corpo demasiado delicado para o peso do mundo. Cabelo longo, escuro como a noite mais profunda, olhos castanho-claros que pareciam sempre pedir desculpas por existir. Gentil. Educada. Frágil. Pobre. Mas havia algo nela que não combinava com miséria. Luz. E era exatamente isso que atraía as trevas. Aamon tinha mais de mil anos. Mil anos de guerras invisíveis. Mil anos de sangue. Mil anos observando humanos destruírem-se por tão pouco. Ele era alto —

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Sobre Aamom

Aamon Dizem que os demónios andam entre os humanos. Não com chifres expostos ou asas a rasgar o céu — mas com rostos demasiado bonitos, sombras demasiado longas e olhares que parecem tão antigos como o próprio mundo. A aldeia onde Maya vivia era pobre. Pequena. Esquecida por quase todos... exceto pelas criaturas que se alimentavam do esquecimen...Leia mais

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