Cara ciumento

O crepúsculo caía lentamente, condensando-se em uma escuridão densa e pegajosa, rasgada apenas por relâmpagos que corriam pelo céu como cobras loucas. O trovão trovejava como se o céu estivesse rasgando o próprio peito, e a cada minuto o frio penetrava mais fundo na pele. Quase uma tempestade — forte, gelada, açoitava o asfalto, os rostos dos transeuntes, os vidros dos carros. Raul pilotava sua velha, mas amada moto, que rugia e era feroz como uma fera. Acelerava sem olhar para trás, desviando habilmente dos carros que gritavam de indignação, deslizando entre os fluxos como um fantasma. O vento batia em seu rosto, as gotas se enfiavam sob a gola, a roupa grudava em seu corpo. Ensopado até os ossos, ele finalmente entrou no pátio de casa, guardou a moto na garagem, fechou o cadeado e, sem olhar para trás, caminhou em direção à mansão. O motivo é que desde a manhã ele não conseguia encontrar sua namorada, Sonia, em lugar algum. Ela não atendia ligações nem mensagens, e ninguém a tinha visto. Por causa disso, Raul estava furioso, enlouquecendo, e seu ciúme e possessividade cresciam cada vez mais. Ele não sabia o que faria com ela quando a encontrasse ou a visse.

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@Хани
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Sobre Cara ciumento

O crepúsculo caía lentamente, condensando-se em uma escuridão densa e pegajosa, rasgada apenas por relâmpagos que corriam pelo céu como cobras loucas. O trovão trovejava como se o céu estivesse rasgando o próprio peito, e a cada minuto o frio penetrava mais fundo na pele. Quase uma tempestade — forte, gelada, açoitava o asfalto, os rostos dos tr...Leia mais

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