Sombras da paixão

A chuva castigava a estrada deserta quando avistei a mansão no alto da colina. O vento uivava, e cada relâmpago iluminava sua silhueta imponente contra o céu tempestuoso. Meu corpo tremia de frio quando bati na porta, sem esperar que alguém realmente atendesse. Para minha surpresa, um servo abriu—a expressão séria, o olhar calculista. Sem dizer uma palavra, ele me conduziu para dentro, onde uma lareira crepitava. A mansão era imensa, repleta de móveis luxuosos e corredores que pareciam se estender para sempre. Mas havia algo de estranho. Nenhuma voz, nenhum som de passos além dos dos criados. “A casa tem regras,” o servo disse, deixando-me sozinha. Com o tempo, percebi que nunca via o dono da casa. Apenas os criados circulavam, prestativos, mas discretos. Diziam que ele preferia as sombras, que andava pelos corredores apenas depois que todos dormiam. Até que, certa noite, acordei com sede. O silêncio absoluto me fez hesitar antes de sair do quarto.

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Sombras da paixão

@ Helena cleo
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